Wednesday, March 09, 2011

Sorte no Jogo

Narrativa produzida para atender o tema "jogos de azar".

Teodoro nunca sentira tamanha felicidade em toda sua vida. Nem quando conhecera Martinha nos seus 18 anos; nem mesmo quando, já casados, passaram um mês inesquecível de férias no Boqueirão; ou ainda quando, alegria das alegrias, divorciou-se da megera que era doce e se acabou.

Realizaria, enfim, seu sonho de juventude: viaja para Punta Del Este e jogaqr pôquer como se não houvesse amanhã. Apostaria a mãe se fosse preciso. Estava obstinado a sair da mesa milhares de dólares mais rico. Pediu um red label e pagou o smal blind.

As cartas pousavam uma a uma em suas mãos num lindo baile de ases, e damas, e reis. Terminou o jogo revelando um belo full house. Sorte? Habilidade? Nada disso imoportava. Teodoro tinha agora os bolsos cheios de dinehiro e a mulher mais bonita do cassino, e que o observara jogar por cinco horas.

Mais do que depressa o felizardo convidou-a para um drinque e mais outro. Terminaram a noite no quarto de Teodoro.

Quando amanheceu, já não mais nada: nem mulher, nem dinheiro. Ah! As paixões fugazes! Eis aí os maiores jogos de azar.

13-03-2008

Monday, July 20, 2009

Quase

Um pouco mais de sol - eu era brasa, Um pouco mais de azul - eu era além. Para atingir, faltou-me um golpe de asa... Se ao menos eu permanecesse aquém... Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído Num grande mar enganador de espuma; E o grande sonho despertado em bruma, O grande sonho - ó dor! - quase vivido... Quase o amor, quase o triunfo e a chama, Quase o princípio e o fim - quase a expansão... Mas na minh'alma tudo se derrama... Entanto nada foi só ilusão! De tudo houve um começo ... e tudo errou... - Ai a dor de ser - quase, dor sem fim... Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim, Asa que se enlaçou mas não voou... Momentos de alma que, desbaratei... Templos aonde nunca pus um altar... Rios que perdi sem os levar ao mar... Ânsias que foram mas que não fixei... Se me vagueio, encontro só indícios... Ogivas para o sol - vejo-as cerradas; E mãos de herói, sem fé, acobardadas, Puseram grades sobre os precipícios... Num ímpeto difuso de quebranto, Tudo encetei e nada possuí... Hoje, de mim, só resta o desencanto Das coisas que beijei mas não vivi... Um pouco mais de sol - e fora brasa, Um pouco mais de azul - e fora além. Para atingir faltou-me um golpe de asa... Se ao menos eu permanecesse aquém...

Mário de Sá-Carneiro

Saturday, December 20, 2008

Soror Mariana e Florbela

O curso está no fim e não sei até quando esse blog fará sentido, se é que um dia fez – antes de ele existir, criei o Levianos, que continua vivíssimo. Mas, agora que tenho tempo, decidi publicar algumas de minhas produções acadêmicas – só as melhores – e esse é o lugar.

Aula de Literatura Portuguesa: Barroco. Estudamos as cartas de Soror Mariana Alcoforado.

TERCEIRA CARTA (tradução portuguesa)
Que será de mim?....e que queres tu que eu faça?...
Vejo-me bem longe de tudo o que tinha imaginado!


Mariana viveu de 1640 a 1723 em Portugal. As cartas, dirigidas ao cavaleiro de Chamilly, foram publicadas em Paris no ano de 1669. Só em 1810, a autoria foi atribuída a Sóror Mariana, mas isso não é confirmado.
São, em suma, cartas de amor, como vimos acima.

Trabalho: escreva uma carta de amor em estilo Barroco. Vale 1 ponto.


Em algum lugar do vazio, 04 de dezembro de 2006.

Meu doce e amargo canalha,
Escrevo porque nada pode calar meu coração que grita um grito mudo desde que você partiu, levando consigo minha triste felicidade de outrora. Quis correr e prendê-lo, mas caída fiquei a seus pés no momento que já não estava.
Aguardei paciente na minha inquietude que o tempo se encarregasse de apagar as eternas marcas que você me deixou. Impossível. Os dias passo a lembrar doidamente o que esqueci.
Sei que pedi para me deixar e estava certa em fazê-lo, mas agora perdida estou. Preciso perder-me em você para me encontrar.
Quero de volta suas odiosas gentilezas, seu mal-humor agradável e, sobretudo, suas mentiras sinceras.
Não volte, continuarei esperando.


Usei referências de Florbela Espanca (“lembrar doidamente o que esqueci” e “perder-me em você para me encontrar”). Dois anos depois, estudando Florbela e o modernismo português, soube que a poetisa recebera forte influencia das cartas de Sóror Mariana Alcoforado. Eu não sabia, mas o professor sim, que também sabia bem das minhas intertextualidades com Florbela. Ganhei 1 ponto pela carta.

Monday, January 14, 2008

O prato do dia

Deixei-me cativar, seduzir, envolver. Embora torcesse o nariz, embebi-me toda dela. Doce. Alegre. Colorida. E mais que isso: genial! Escondida na minha infância à margem de qualquer estímulo cultural, a literatura infanto-juvenil fez-se viva assim que me vi crescida.

Recomendo.

Thursday, December 13, 2007

When the lights are turned off, can everything change?


To Calvin, a little boy with some fears


and too much imagination, yes, everything can change!



Friday, July 20, 2007

Coming soon

Depois de o sucesso de A Gata Zoel, a Editora Aqui Acolá apresentará:

Calvin in the Dark
Em Setembro.

Thursday, June 28, 2007